Karina Kuschnir

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Feliz 2025! Calendário de Janeiro, Planner e um pouquinho de Karen Blixen

“Pois era mais provável que a vida cotidiana arrastasse o palco para baixo, em seu próprio nível, do que o palco conseguir mantê-la num nível assim tão elevado; e toda a ordem do mundo podia muito bem acabar de pernas para o ar.” (Karen Blixen, Tempestades, p. 93)

Pessoas queridas, os calendários estão de volta! Como diz a epígrafe, criamos roteiros para classificar e organizar o cotidiano, mas ele insiste em virar tudo de cabeça pra baixo, né? Mas a gente continua tentando. Na estampa do calendário, acabei gerando um contraste entre as formas geométricas e as cores granuladas e imperfeitas da aquarela. Gosto dessa mistura de ordem e criatividade! Acho que é bem o meu estilo ansiar pela rotina das linhas limpas e também amar a bagunça e as formas orgânicas, falhas como nós, humanas.

Quem me acompanha no Instagram viu o processo de pintar essa aquarela para o planner (ainda está no feed). Acabei me empolgando e criei também o mês de Janeiro. Mantive a semana começando segunda-feira e o espaço para a listinha na lateral. A base das cores foi pintada em aquarela, mas as linhas e números foram feitos à mão no aplicativo Procreate. Será que ficaram muito grandes? Se sim, reclamem que reduzo no próximo mês. Por enquanto, é o que temos pra hoje! Hahaha. Espero que gostem!

A base da pintura foi em papel Waterford cold press (sem textura). Resolvi gastá-lo porque já é tão antigo que estava amarelando. Vocês também ficam economizando coisas caras e depois se arrependem? Eu sim!

Para o quadriculado, coloquei fitinhas washi tape super finas que ganhei da minha prima. Depois pintei com cores pouco saturadas, inspirada numa paleta que utiliza o Winsor Blue (da Winsor&Newton) como base. Escaneei o original e multipliquei por quatro no Photoshop, gerando um padrão com quadradinhos menores. Fiquei mais feliz assim porque prefiro estampas de motivos pequenos.

Após montar a aquarela no Photoshop, passei a imagem digitalizada para o aplicativo Procreate. Aqui, aproveitei os formatos da grade do mês e da lista do Planner de 2024, mudando apenas a cor, o ano e, para o mês de Janeiro, o nome e os números. Utilizei o “pincel” Narinder do Procreate em todas as etapas e a resolução de 300 dpi nas imagens (do scanner ao app), só reduzindo para colar no post.

Aqui em casa, vou usar esse calendário impresso na parede do meu mini-escritório (uma parte do meu quarto mesmo rs), anotando datas importantes, como aniversários, compromissos e prazos. Para o restante, vou de Google Agenda! Fiz o espaço da lista do mês para anotar ações recorrentes que preciso incorporar (tipo beber mais água) e tarefas sem prazo (como terminar um conserto, comprar algo difícil, organizar alguma bagunça específica). Quero anotar também os “melhores acontecimentos do mês”, no espírito do jogo “melhor do dia”, que já expliquei aqui.

Fiquem à vontade para compartilhar! Fico feliz de participar do cotidiano de vocês!🌟Como escreveu Karen Blixen: “As únicas coisas que devemos levar conosco desta vida terrena são as que doamos!” (A festa de Babette, p. 53) Que em 2025 vocês sigam como os peixes de Blixen: “erguidos e sustentados por todos os lados”, com confiança e harmonia (O mergulhador, p. 20-1)

PDFs para download e impressão

Janeiro/2025Baixem aqui o PDF em alta resolução para imprimir.

Planner utilizável para o ano inteiro – – Baixem aqui o PDF em alta resolução para imprimir.

Sobre a citação: O trecho da epígrafe é do conto Tempestades, e o das frases finais do post são dos contos A festa de Babette e O mergulhador. Todos estão incluídos no livro “Anedotas do destino”, de Karen Blixen (edição da saudosa CosacNaify, tradução de Cássio de Arantes Leite.) O meu volume foi presente do Juva e está todo marcado com trechos lindos, lidos em 2021, um ano difícil mas ainda puro da experiência do luto. Sinto saudades não só dele e de nós, mas também de quem eu era antes de sua morte. Hoje, vários dos trechos parecem sobrenaturais como o tema do próprio livro, mas deixo-os para um próximo post!

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Como citar: Kuschnir, Karina. 2024. “Feliz 2025! Calendário de Janeiro e Planner e um pouquinho de Karen Blixen”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-46Q. Acesso em [dd/mm/aaaa].


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Vamos desenhar? Desenho como recurso etnográfico e expressivo – Livro em PDF (download gratuito)

Feliz demais de entregar esse presente de Natal para vocês: um livro interinho sobre desenho! A obra foi organizada por mim e pela querida parceira Patrícia Reinheimer, a partir de um projeto de extensão que desenvolvemos em 2021 e 2022, com apoio de nossas universidades: UFRRJ e UFRJ. Patrícia foi a capitã deste navio, incansável em todas as etapas. Meu luto de abril em diante me tirou do ar por muitos meses, até que consegui voltar em 2024 e contribuir um pouco.

A obra é fruto das oficinas online de desenho, etnografia e experimentação criativa, que oferecemos durante a pandemia. Para complementar, traduzimos textos inéditos em português sobre o tema. O sumário ficou assim:

  1. Introdução: o desenho como ferramenta de expressão e pesquisa etnográfica;
  2. Capítulo 1: A ideia de lar: um tipo de espaço, de Mary Douglas (1921-2007). Artigo com reflexões sobre a casa como lugar de relações e significados, inserindo o desenho no universo das expressões artísticas com temporalidades, espacialidades, corporalidades e solidariedades que podem ser observadas no trabalho de pesquisa.
  3. Capítulo 2: Drawing it out – Delineando, de Haidy Geismar, com 14 imagens. Artigo sobre as conexões entre desenho, antropologia e práticas de campo, com foco nos esboços feitos por Arthur Bernard Deacon (1903-1927), delineando a relação entre convenções visuais, formas de pensar e ver na experiência etnográfica.
  4. Capítulo 3: Caderno de exercícios – 18 atividades práticas com mais de 100 ilustrações. Atividades para despertar a criatividade com traços, cores, observação e reflexão, divididas em exercícios síncronos, exercícios práticos e exercícios lúdicos.
  5. Referências Bibliográficas – Nove páginas de referências úteis para refletir sobre antropologia, desenho e áreas afins.
  6. Sobre os Autores e Organizadores – Além de nós e das autoras dos capítulos, contamos com desenhos e ilustrações de treze participantes das oficinas, muitos deles profissionais fantásticos da área, a quem agradecemos pelos debates riquíssimos e pela colaboração: Adriana Nunes; Ana Clara Damásio; Breno Taveira; Chel de Lima; Isabelle Barreto; Jéssica Nunes; Katianne de Souza Almeida; Lorena da Costa Wilpert; Marina Puzzilli Comin; Matheus Piter; Rachel Paterman; Renan Jacinto Monteiro; Thayane Tavares.

Os capítulos 1 e 2 são traduções de Patrícia Reinheimer, revisadas por mim. Nosso projeto original tinha cinco traduções, mas só conseguimos os direitos de duas. Infelizmente as editoras internacionais pedem centenas de dólares para liberar a publicação em outra língua, e nem ligaram que nosso projeto era de distribuição gratuita. Agradecemos em especial à Haidy Geismar que cedeu seu artigo publicado originalmente na Visual Anthropology Review, em 2017. Nosso muito obrigada também à editora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRRJ e ao Departamento de Antropologia Cultural do IFCS/UFRJ.

Esperamos que o livro inspire as leituras e oficinas de vocês! Desenhar traz tanta coisa boa pra vida. Não precisa — e não deve — ficar perfeito. Basta um rabisquinho de cada vez. Desenhar é um gesto generoso, consigo e com as pessoas à volta. Não gostou? Faz de novo! No final do livro, deixamos o email desenho.e.pandemia@gmail.com para vocês enviarem comentários sobre experiências e descobertas com o livro. Bora desenhar?

Download gratuito: REINHEIMER, Patrícia; KUSCHNIR, Karina (orgs.). Vamos desenhar? Desenho como recurso etnográfico e expressivo. Seropédica: Editora UFRRJ, 2024. Disponível no site da Editora da UFRRJ. Basta “comprar” por zero reais. 🎉 Acesse aqui https://editora.ufrrj.br/portal/produto/vamos-desenhar-desenho-como-recurso-etnografico-e-expressivo/.

Livro-irmão: Desenhando Coisas e Afetos: a casa que construímos a casa que nos constrói, organizado por Patrícia Reinheimer, Nathanael Araujo, Annelise Fernandes, Rachel de Lima e Paulo Vitor Dias. Edição de 2023, pela Enunciado Publicações. Este é o primeiro livro editado por Patrícia Reinheimer e colegas a partir do projeto de extensão por ela coordenado na UFRRJ. Por enquanto, disponível sob consulta no Instagram da editora.

Sobre o desenho: Desenho feito por mim, imaginando como seria nosso livro físico. Feito por observação da capa do livro eletrônico com desenho e layout de Patrícia Reinheimer. Usei um caderno antigo de espiral da marca Winsor & Newton. O papel é bem ruinzinho, mas estou naquelas de terminar cadernos ao invés de comprar novos. Fiz as linhas iniciais com canetinha Pigma Micron 0.1. Depois rascunhei as letras e o desenho interno da capa com um lápis Prismacolor Col-erase, scarlet red. A mão e o vermelho principal da capa foram pintados com misturinhas de cores Acryla Gouache. Tentei deixar as letras do título sem pintar (foi difícil); e as letrinhas pequenas foram desenhadas por cima do vermelho com caneta Posca branca. Retoquei com lápis de cor preto e vermelho; e usei um cor de telha para o desenho interno do papelzinho da capa. (São muitas meta-linguagens! rs) Ainda escrevi as letrinhas vermelhas da lateral com canetinha Uniball Signo dx 0.38 (amo!!). Utilizei também aquarela para a cor neutro-amarelada (Buff titanium, Daniel Smith) das páginas, e para as sombras do livro sobre a mesa (cinza, feito de mistura de azul ultramar e siena queimada). Ufa, acho que foi isso. Adoro essa misturinha de materiais. Se quiserem que eu fale mais deles, me digam! ♥

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Como citar: Kuschnir, Karina. 2024. “Vamos desenhar? Desenho como recurso etnográfico e expressivo – Livro em PDF (download gratuito), Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-46i. Acesso em [dd/mm/aaaa].


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Feliz aniversário, Jane!

Hoje, 16 de dezembro, Jane Austen faria 249 anos! Vovó Jane nasceu em 1775 em Steventon, Inglaterra. Suas obras não são os romances água com açúcar que a gente vê na Netflix. Ao contrário, se olharmos com cuidado, veremos que a maioria dos casamentos de suas histórias são péssimos, cheios de implicâncias, tédio, jogos de interesses e, sobretudo, péssimos maridos — até os que se casam com suas heroínas. Suas personagens mulheres são bem mais interessantes, tanto por suas qualidades quanto por suas imperfeições, deslizes, dramas e erros que a autora faz questão de nos mostrar.

Não sou nenhuma Agatha Christie (que homenageou Jane batizando Miss Maple com seu nome de batismo), mas honro a memória da senhorita Austen com trechinhos de um de seus livros menos conhecidos, A Abadia de Northanger (1817). Este livro, pra mim, simboliza a luta (e o fracasso) de Jane para se estabelecer como autora com rendimentos à altura de sua obra, enquanto estava viva. O manuscrito foi vendido, depois recomprado e editado por ela que, infelizmente, morreu antes de vê-lo pronto.

O aniversário é de Jane, mas o presente foi ela que escreveu para nós. Sua narradora-autora de Northanger Abbey surge aqui e ali na história, conversando conosco com um jeitinho cúmplice e irônico que tantas vezes vimos suas personagens incorporarem. Neste livro é a própria Jane que nos fala, desde o prefácio com a advertência sobre as vicissitudes da publicação, até a justificativa de entregar ao público uma heroína meio burrinha:

“As vantagens da tolice natural em uma linda menina já foram estabelecidas pela excelente pena de uma autora irmã*. E à forma como ela tratou o assunto acrescentarei, por justiça aos homens, que, embora [para eles] a imbecilidade nas mulheres seja um grande aprimoramento de seus encantos pessoais, há uma porção deles (…) muito bem informada para desejar algo mais na mulher do que a ignorância”. (AN, p.103, estes e demais grifos são meus)

Quase 100 páginas depois, após nos contar as desventuras de Catherine Morland em Bath, Jane ressurge no texto culpando-se pelos insucessos de sua protagonista, que não volta em triunfo à terra natal, como lamenta a autora:

“Minha tarefa, porém, é completamente diferente; trago minha heroína de volta para casa em solidão e desgraça (…). Uma heroína viajando em uma carruagem de correio é um golpe tão forte nos sentimentos que nenhuma (…) compaixão pode suportar.” (AN, p.210)

Como em outros romances de Austen, a leitura é um remédio para a tristeza e até para alegria demais. Em A Abadia de Northanger, o conselho vem da mãe de Catherine com ironia. Receando que a filha esteja entediada por não morar numa casa grandiosa como Northanger, recomenda:

” — Tem um ensaio muito bom em um dos livros lá em cima que fala desse assunto: é sobre moças que se tornam mimadas demais para suas próprias casas depois de conviver com pessoas de classe social mais alta. (…) acho que lê-lo lhe fará muito bem.” (AN, p.229)

Fico pensando em como Jane Austen conseguia ser tão sensível a emoções como a desta mãe diante de sua adolescente insuportável! Está claro que foi o bom-humor da própria autora que a embalou nessa narrativa que é simultaneamente da personagem e do próprio romance. Ao se surpreender com o amor do herói pela heroína, Jane se explica ao leitor:

“Esta é uma circunstância inédita nos romances, reconheço, e terrivelmente aviltante da dignidade de uma heroína. Mas, caso isso também seja inédito na vida corriqueira, pelo menos a honra de ter uma imaginação extravagante será toda minha.” (AN, p.232)

E é nesse espírito de galhofa que Jane comenta a necessidade de resumir sua história para não nos aborrecer; de fingir que Catherine não recebia correspondências clandestinas, nem que seus pais “viravam o rosto para o outro lado” ao vê-las chegar. Faz concessões mencionando personagens que não pertencem à fábula e termina entregando aos leitores a decisão de escolher qual a moral da história preferem!

Obrigada, querida Jane, por tudo que você criou, pensou, leu, escreveu e nos brindou nesse mundo. Que seu aniversário seja sempre uma oportunidade de reler, sorrir e chorar contigo.

Abaixo, uma outra Jane, em forma de mini estátua, do Instagram da Helô Righetto, que dá dicas, faz lives e ainda tem um ótimo podcast sobre Jane Austen com Rapha Perlin — sou tão fã das duas que até ganhei brinde!

Sobre o livro: As citações acima são do volume “A abadia de Northanger”, de Jane Austen. Tradução de João Sette Camara e Marcelo Barbão. Jandira, SP: Tricaju, 2021. *A pena da autora-irmã indicada na primeira citação é uma referência ao romance Camilla, de Fanny Burney, muito em voga na época da redação original do livro (1803).

Dica de podcast sobre Jane Austen: “É uma verdade universalmente reconhecida … por @raphaperlin e @helorighetto, intitulado em homenagem à frase de abertura do romance “Orgulho e preconceito”.

Sobre os desenhos: Desenho de abertura: página de um caderninho Laloran com três pétalas de orquídea coladas com fita mágica (do lado esquerdo) e três pétalas de orquídea desenhadas com lápis grafite e aquarela por mim em 2023. A ideia dessa imagem foi brincar com o que é real e o que é pintura, como a autora brinca com sua narrativa. Ao escanear, ficou mais visível a presença da fita mágica que quase não se vê ao vivo.

Desenho da estátua de Jane com base na foto que ilustra o podcast. Feito num caderninho de folha comum, com canetinha Pigma Micron 0.1 e sombras com caneta pincelTombown (provavelmente cor 75).

Você acabou de ler Feliz aniversário, Jane!”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2024. “Feliz aniversário, Jane!, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-45I. Acesso em [dd/mm/aaaa].


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Verbete sobre Gilberto Velho (com Julia O’Donnell) para a Bérose – Enciclopédia internacional de antropologia

Gilberto Velho. desenhos de Karina Kuschnir

Hoje é sexta mas tenho me sentido numa eterna segunda-feira, sempre distante do momento-descanso! Faço tanta coisa, mas só consigo pensar no que ainda-não-fiz. Vocês também se sentem assim? Mês passado, comprei uma pasta transparente para colocar posts-its coloridos onde anoto os “feitos” (aprendi na Oprah, 😅me julguem). A ideia era ter uma forma analógica e lúdica de me lembrar das “entregas”, como se diz hoje em dia. Mas já não estou me lembrando de atualizar (hahaha, me julguem 2.)

O chato é que as tarefinhas do dia-a-dia consomem horas e não são anotáveis. A gente roda roda roda na casa e nem tem direito a um post-it colorido no final.😒 Mas lavar a louça e esvaziar o e-mail é uma perda de tempo? Não, gente, não é. Organizar o mundo externo organiza o mundo interior. A casa e a vida arrumadas parece que “aterrissam” nossa mente. Tem uma expressão em inglês perfeita pra isso: a gente se sente mais “grounded”, com os pés no chão.

O difícil é conciliar tudo isso com a mágica de escrever, mas às vezes a gente consegue. E dá até para escrever sem I.A., coisa que nossos alunos em 2024 não estão sabendo, socorro… (Mas esse assunto fica para um próximo post.)

Hoje trago para vocês a imagem e o link de um verbete recém publicado que eu e Julia O’Donnell escrevemos sobre o antropólogo Gilberto Velho (1945-2012) para a Bérose, enciclopédia internacional de antropologia. Aproveitamos para agradecer a Fernanda Arêas Peixoto e Stefania Capone, pelo convite para publicação e pelo retorno cuidadoso sobre nossas primeiras versões. Agradecemos também aos diretores da Bérose, Christine Laurière e Frederico Delgado Rosa, e à editora Anabel Vazquez pelas edições finais. Finalmente, nosso muito obrigada a Christiano Tambascia e aos colegas do seu grupo de pesquisa pela leitura e ótimas sugestões ao nosso trabalho. Quem dera tivéssemos esse diálogo em todos os espaços acadêmicos. Esperamos que gostem!

Sobre os desenhos: Desenhos que fiz em 2012 por ocasião do falecimento do professor Gilberto Velho, a partir de fotos suas. Linhas feitas com canetinha Pigma Micron 0.1 preta, em papel comum A4, com uso de mesa de luz improvisada. Os desenhos de base foram coloridos e limpos no Photoshop.

Você acabou de ler “Verbete sobre Gilberto Velho (com Julia O’Donnell) para a Bérose – Enciclopédia internacional de antropologia“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2024. “Verbete sobre Gilberto Velho (com Julia O’Donnell) para a Bérose – Enciclopédia internacional de antropologia“, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-44O. Acesso em [dd/mm/aaaa].