Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


4 Comentários

Julho/2025 com o coração cheio

Não! Desse jeito, o senhor é uma folha ao vento. Essa vontade, o senhor tem de encontrá-la dentro de si mesmo. Somente assim vai poder cuidar de fato da sua neta. As crianças são extraordinárias, o senhor sabe disso, percebem mais o que é silenciado do que o que é dito. Se o senhor cuidar de Miraijin com um vazio no coração, transmitirá esse vazio a ela. Se, ao contrário, tentar preencher esse vazio, e não importa se vai conseguir ou não, basta que tente preenchê-lo, então, transmitirá a ela esse esforço, e esse esforço, simplesmente, é a vida. Pode acreditar. (…)

“– Trabalhamos com os desejos, com os prazeres. Porque os desejos e os prazeres sobrevivem até mesmo na situação mais desastrosa. Somos nós que os censuramos. Atingidos pelo luto, censuramos nossa libido quando é justamente ela que pode nos salvar. Você gosta de jogar bola? Pois então, jogue. Gosta de caminhar à beira-mar, comer maionese, pintar as unhas, capturar lagartixas, cantar? Faça-o. Isso não vai resolver nenhum dos seus problemas, mas também não vai agravá-los, e, nesse meio-tempo, seu corpo se livrará da ditadura da dor, que quer mortificá-lo.”

“– E o que tenho de fazer?
– Não sei, são coisas complexas, não dá para dizer pelo telefone. Mas, basicamente, deve ter em mente que, neste momento, o senhor está frágil, está em perigo. E tem de tentar salvar do naufrágio todas as coisas de que gosta.” (Sandro Veronesi, O Colibri, p. 176-7)

As falas acima são do doutor Carradori, psiquiatra aposentado que aconselha Marco Carrera, protagonista do romance O Colibri, de Sandro Veronesi, em luto profundo por perder sua amada filha de 20 e poucos anos.

Os contrastes extremos da conversa me encantam. Há um reconhecimento da dor e de sua legitimidade: o que nos puxa para o naufrágio e mortifica é real e perigoso. Mas, ao mesmo tempo, há a persistência da libido, “porque os desejos e os prazeres sobrevivem até mesmo na situação mais desastrosa”.

Diante desse paradoxo, que bonito lembrar que nossas tarefas na vida são “coisas complexas” , que não se resolvem com fórmulas ou truques do tiktok! É preciso encontrar nossas vontades mais profundas, sem censura, pois a libido é o que “pode nos salvar”. Mais do que o resultado, é o esforço da busca que conta: “esse esforço, simplesmente, é a vida”.

Se no mês passado eu trouxe a ideia de felicidade como “viver na primeira pessoa do plural”, nesse mês lembro de como precisamos de uma conexão íntima com nossas vontades e prazeres para poder estar no coletivo. Se nosso coração estiver vazio, é isso que transmitiremos ao mundo.

Nesse momento, escrevo com o coração cheio. Partes dele permanecem escuras, difíceis ou vazias? Sim, mas olho para elas com ternura. Há muita beleza em reconhecer as pessoas que “estão sepultadas dentro de nós” (Veronesi, p. 241).

Bom julho, pessoas queridas!

Faça aqui o download do PDF em alta resolução para imprimir.

PS-alerta: Este post não é um apoio à ditadura da felicidade! Resgatar nossa libido quando ela é necessária e preciosa não é o mesmo que positividade a qualquer custo ou negação do valor do sofrimento. Sobre isso, acabei de ler Happycracia e recomendo!

Sobre as citações: As frases iniciais estão no romance O Colibri, de Sandro Veronesi (trad. Karina Jannini, ed. Autêntica). Agradeço à minha querida amiga Julia O’Donnell pela indicação! O Happycracia é uma livro de não-ficção Edgar Cabanas e Eva Illouz (Trad. Humberto do Amaral, ed. Ubu). A obra foi indicada no primeiro semestre do clube do livro do Calma Urgente. Não participei mas estou lendo a listinha deles. Gostei tanto das indicações que comecei a participar do segundo semestre de 2025!

Sobre as felicidades coletivas acessíveis: Para participar do clube do livro do Calma Urgente, cliquem aqui: https://clubedolivro.calmaurgente.com/. Acho que ainda dá tempo. Para ter um gostinho de boas discussões trazidas por eles, um exemplo aqui sobre espionagem digital, capitalismo e política. Nesse mês, gostei de ouvir algumas conversas do Christian Dunker sobre psicanálise, como essa sobre ter raiva na terapia (tem no spotify também). De podcast, o Não inviabilize continua meu top10 para a faxina. Ouço no app de assinantes mas tem no spotify.

Sobre o calendário: Para imprimir, não esqueçam de configurar para “ajustar à área de impressão”.

Sobre os desenhos: Para o calendário, aproveitei os anteriores e acrescentei camadas transparentes de lilás no aplicativo Procreate (Ipad). Ajustei as datas para o mês de julho e fiz o PDF.

Você acabou de ler “Junho/2025 e a felicidade no plural”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2025. “Junho/2025 e a felicidade no plural”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-48z. Acesso em [dd/mm/aaaa].


6 Comentários

Junho/2025 e a felicidade no plural

“Então aquilo era felicidade, viver na primeira pessoa do plural.” (Chimamanda Adichie)

Hoje, a aula de antropologia foi sobre o texto “A expressão obrigatória dos sentimentos” (1921), de Marcel Mauss. Há uns anos, inventei de começar essa aula fazendo uma dinâmica inspirada em exercícios teatrais. Chamo um grupo de estudantes para a frente da sala e peço para eles sortearem um papel. Neste, está descrita uma situação que eles devem representar para a turma. As situações evocam emoções fortes do tipo “medo de uma barata”, “feliz por receber uma mensagem de amor”, “prendendo o riso”, “com dor de queimadura”, “com raiva de alguém” etc. Na dinâmica, o grupo que sorteia a situação fica de costas e, ao ouvir “1, 2, 3, já”, se vira para a turma com a expressão facial correspondente. A turma precisa adivinhar o que estava escrito no papel.

Eles acertam logo. Às vezes, é preciso relaxar, voltar a ficar de costas e repetir o gesto ou expressão facial. Mas é fascinante como, em qualquer turma, esse exercício sempre dá certo. Dele concluímos um dos principais conceitos do texto: o de que existem modos de expressão dos sentimentos padronizados, reconhecível tanto para quem emite quanto para quem recebe o gesto, quando ambos participam dos mesmos códigos culturais.

Mauss chama isso de expressão “obrigatória”, provocando propositalmente uma sensação de desconforto em pessoas que se acreditam únicas e singulares, ainda mais naquilo que consideram íntimo. Pois é aí que está a beleza: o “mais que humano em nós” está nos coletivos, onde vivemos e naqueles que vivem em nós, nossa língua, nossa memória, nossos afetos, nossas músicas queridas.

Nessa virada de maio para junho, agradeço por tantas sensações de viver plenamente “na primeira pessoa do plural”, como diz Chimamanda. Na aula de hoje, vendo os psicólogos do futuro encenando suas emoções; no teatro Poeira, assistindo “Deserto”, inspirada em Roberto Bolaño; no show de Gilberto Gil, cantando “Se eu quiser falar com Deus”, junto com a multidão; no almoço festivo de domingo, comemorando e compartilhando pratos, comidinhas e afetos feitos de gatos e gente.

Viva Marcel Mauss, viva a antropologia e a sociologia. Podemos até não ter as soluções, mas sem suas reflexões não poderíamos sequer vislumbrá-las.

Bom junho para nós, pessoas queridas!

Faça aqui o download do PDF em alta resolução para imprimir.

Sobre as citações: A frase que abre o post está na p. 112 do livro “A contagem dos sonhos”, de Chimamanda Adichie (Companhia das Letras, 2025). A expressão “o mais que humano em nós” é da canção “Tá combinado”, de Caetano Veloso. O texto “A expressão obrigatória dos sentimentos” (1921), de Marcel Mauss tem várias edições, mas a referência que utilizo é: Leitura: MAUSS, Marcel. 2003. “A expressão obrigatória dos sentimentos”. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify.

Sobre as felicidades coletivas acessíveis: Vejam no RJ a peça “Deserto”, inspirada em Roberto Bolaño, no teatro Poeira, ou acompanhem possíveis viagens pelo país no instagram deles. O show Tempo Rei de Gilberto Gil vai seguir acontecendo até o final do ano. Não percam!

Sobre o calendário: Para imprimir, não esqueçam de configurar para “ajustar à área de impressão”.

Sobre os desenhos: Para o calendário, aproveitei os anteriores e acrescentei camadas transparentes de lilás no aplicativo Procreate (Ipad). Ajustei as datas para o mês de junho e fiz o PDF. (Estou em busca de um Ipad usado, pois o meu tem 7 anos e está pifando. Se alguém tiver interesse em vender, me manda uma mensagem por favorzinho.)

Você acabou de ler “Junho/2025 e a felicidade no plural”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2025. “Junho/2025 e a felicidade no plural”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-48z. Acesso em [dd/mm/aaaa].


3 Comentários

Maio/2025 e a beleza de atrasar

Quando eu crescer, quero chegar atrasada!

Essa frase saiu de surpresa junto com a vontade de compartilhar o calendário de maio de 2025, mesmo já sendo dia 7. E, de repente, vejo tantos significados nela… Desde muito pequena, me cobri de metas e obrigações. Por fora, talvez eu fosse só uma espectadora de novelas, como já contei aqui. Por dentro, porém, o norte da minha bússola era a independência: trabalhar, fazer o certo, servir.

E o que tem isso a ver com chegar atrasada? Tudo. A pessoa responsável não atrasa, não passa mal, não pode ter um defeitinho para não decepcionar ninguém. E haja terapia. Até que um dia, finalmente eu cheguei atrasada — e o terapeuta me deu parabéns!

Isso foi há mais de 25 anos e, com o tempo, acabei esquecendo os encantos do atraso. Voltei para os meus padrões: planejar tudo, entregar no prazo, chegar no horário, emitir pareceres e relatórios em dia. Aprendi a dizer não, mas só para não falhar. Foi importante, mas nada de improvisos — aí já seria demais!

Agora, crescidinha, desejo atrasar bastante! Em vez de querer ser grande logo, como na época da A bolsa amarela, estou tentando ser mais espontânea, mais criança. É meio clichê dizer isso? Mas quem se importa? Ninguém, como diz o bordão favorito aqui de casa: “ninguém liga!”.

Então, bora andar na chuva, ficar enrugada no mar, queimada de sol na trilha, feliz em São Gonçalo, atrasada ouvindo Beto Guedes e Ana Frango Elétrico. Ah, e que o mês mais lindo do ano só comece no dia 7!

Bom maio para nós, pessoas queridas!

Faça aqui o download do PDF em alta resolução para imprimir.

Sobre o calendário: Não esqueçam de configurar para “ajustar à área de impressão”. Testei na minha impressora (Epson L386) e a cor ficou ok. Espero que gostem!

Sobre os desenhos: Para o calendário, aproveitei os anteriores e acrescentei camadas transparentes de azul no aplicativo Procreate (Ipad). Ajustei as datas para o mês de maio e fiz o PDF. Estou em busca de um Ipad usado, pois o meu tem 7 anos e está pifando. Se alguém tiver interesse em vender, me manda uma mensagem por favorzinho.

Você acabou de ler “Maio/2025 e a beleza de atrasar”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2025. “Maio/2025 e a beleza de atrasar”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-48p. Acesso em [dd/mm/aaaa].


5 Comentários

Março/2025 e os desafios da escrita

“A vida ainda era vivível. Bastava esquecer, tomar essa decisão com determinação, brutalmente. A escolha era simples: a escrita ou a vida. Teria eu a coragem (…)?” (Jorge Semprún, A escrita ou a vida)

Pessoas queridas, calendário atrasadíssimo mas feito! Perdi meus óculos e fiquei sem condições de trabalhar no computador. Mas foi por uma ótima causa: fiz uma pequena viagem à serra, imersa no verde, em banhos de rio e até chuva! Foi mágico! E vocês? Blocaram, descansaram ou ficaram presos na escrita da tese?

Recebam meu abraço apertado e votos de força e paciência aos que estão com os prazos de 31 de março nos calcanhares. Tá acabando, vai passar. E abraço também aos que têm outros prazos pela frente.

Escrever durante um período como o Carnaval é renunciar à viver, sejam as delícias da gandaia ou do ócio. Não é fácil. Precisamos nos entregar ao texto, enquanto o mundo continua a girar lá fora. E haja paciência para lidar com o tempo da criação, com seus ritmos, pausas e acelerações fora do nosso controle. E haja disciplina para aplacar a ansiedade pelas cobranças internas e externas, junto à sensação de que não somos suficientes.

Passei por tudo isso nos primeiros 15 dias de fevereiro. Tive um artigo para entregar e foi desafiador demais. Tentei seguir planos, rotinas, pomodoros, mas passei pelos clássicos: evitação, lentidão, empacamento, inspiração, descrédito, para-que-serve-isso-tudo, e aquele final de horas seguidas sobrecarregadas de cafeína para finalizar.

Ufa. Por que precisa ser assim?

Sobre a dúvida de Semprún, sigo acreditando: coragem é optar pela escrita e pela vida, no pêndulo de difícil equilíbrio, mas de permanente tentativa. No dia 15 de fevereiro, o artigo foi enviado, o prazo foi cumprido. E a sensação no dia seguinte é indescritível. O alívio, a leveza, o desejo de sol e ar, vem tudo junto, como uma mini-primavera pessoal florescendo.

Aprendi sofrendo (muito) no mestrado: terminem primeiro, pensem depois.

Porque “depois” os pensamentos irão embora e sobrará só uma doçura de ter feito.

Pelo menos até que cheguem os pareceres! Hahaha Depois conto como foi.

Sobre o calendário: aqui vai o PDF em alta resolução para imprimir. Não esqueçam de configurar para “ajustar à área de impressão”. Apesar da corzinha desmaiada na tela, na minha impressora (Epson L386) a cor ficou simpática. Espero que gostem!

Sobre a citação: SEMPRÚN, Jorge. A escrita ou a vida. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. A citação está na página 193 da versão eletrônica.

Sobre os desenhos: Para o calendário, aproveitei o de fevereiro e acrescentei camadas transparentes de verde no aplicativo Procreate (Ipad). Dessa vez, refiz os números dos dias em cor preta pois achei o branco difícil de ler no dia a dia. Para os demais desenhos: canetinha Pigma Micron 0.3 e lápis de cor, em caderno Tilibra A5, linha Happy. Datas com carimbo Colop, mini-dater s120.

Um ótimo março para nós.

Você acabou de ler “Março/2025 e os desafios da escrita”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2025. “Março/2025 e os desafios da escrita”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-47O. Acesso em [dd/mm/aaaa].


4 Comentários

Fevereiro/2025 e quase tudo que fiz em Janeiro

Oi pessoal, postando hoje para ver se fevereiro chega mais rápido! O janeiro de vocês também tá demorando? O meu, sim! Não que tenha sido mal: foi um mês até simpático, com projetinhos concluídos. Estou em paz com ele. Só que meu foco de 2025 é “saúde com finanças em dia” [risos de nervoso]. E para isso o mês precisa acabar, já que não há salário que chegue para cuidados com “saúde”. Quem não amaria ter terapia toda semana, personal trainer à vontade, nutricionistas e médicos com hora marcada e mimos de brinde? E as roupinhas de Yoga, os cremes importados, as comidinhas fitness… Já viram o preço do cottage? Então o jeito é manter um olho na Smart Fit da esquina, outro na planilha de gastos.

Coisinhas que aproveitei para fazer em janeiro — segue uma lista para animar vocês já que nós universitários ainda temos Férias de professora com muitas aspas até meados de março.

. Usei bastante a furadeira e a aparafusadeira (sim, tenho uma, amo!), pendurei espelhos, ganchos, quadros, instalei mãos francesas em estantes querendo cair.
. Fui à praia depois de séculos sem ir (me lembra demais o Ju).

. Li 5 livros, 2 inéditos, 3 releituras. Das releituras, duas muito boas para férias. Uma curta: “Poirot perde uma cliente” (A. Christie); e uma longa: “David Copperfield” (C. Dickens). De primeira vez, amei “A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy” (L. Sterne). Maravilhoso; empreitada longa.
. Dei parecers para projetos e artigos, fui à reuniões, escrevi documentos de trabalho, me envolvi em tretas chatinhas mas no final deu tudo certo.
. Ajudei bastante na logística da vida dos filhos. Quando são crianças a gente leva e traz. Quando são adultos, é tipo: mãe, pode comprar peixe? ou pode receber o eletricista? Mas que delícia de filhos eu tenho. ♥

. Fui com Alice trocar e consertar instrumentos musicais; e comemos bastante pipoca vendo Dias perfeitos.
. Tentei consertar a bateria do Ipad (de 2018!) mas não deu certo.
. Visitei uma amiga que não via há muito tempo, recebi e mandei audios para os amigos que moram longe.
. Não vi nenhuma série boa; escutei muito Não Inviabilize (assinantes) e chorei com o podcast da Rádio Novelo sobre a escritora Vanessa Bárbara, “CPF na Nota” (começa a partir de 10 minutos). Fiquei revoltada com quem passou pano.

. Cuidei da gata da vizinha, mas não fui muito gentil com algumas baratas que ganhei de brinde!
. Fiz 2 sessões de acupuntura, fui a uma médica péssima e uma ótima (do plano).
. Arrumei estantes, armários, bagunças eternas e outras do semestre passado!
. Atualizei meus arquivos de finanças e organização (planilhas, listas, projetos).
. Aprendi a fazer biscoitos fininhos com sementes. Ficaram uma delícia mas segundo o ChatGPT têm umas 5 mil calorias por receita kkkk. Não dá.

. E por falar em ChatGPT, tenho usado muito a função “Projetos” na opção paga (sim, estou pagando por enquanto e acho que vale a pena!)
. Fui 11 vezes à academia, algumas só para andar um pouquinho na esteira, mas tá valendo.
. Finalmente, estou escrevendo um artigo, mas caminhando “com a barriga”, igual bicho-preguiça. Avancei só umas 1000 palavras. Faltam 3 mil. Torçam por mim
. Desenhei 215 mini pessoinhas, escrevi 31 diários, pintei o calendário de fevereiro, comi uma pizza e cortei o cabelo, ufa!

Um ótimo fevereiro para nós!

Segue o calendário em PDF para imprimir.

Sobre os desenhos: Para o calendário, a explicação detalhadinha está no post de Janeiro. Fiz tudo igual para Fevereiro, diminuindo o tamanho das bolinhas e dos números no Ipad.

Os mini-desenhos que ilustram a listinha foram feitos no meu “diário” que na verdade é um caderno espiral simples, marca Tilibra, tamanho A5, com 80 folhas pautadas (56g/m), da linha Happy, que custa cerca de 26 reais, dependendo da papelaria. É levinho e com bom espaçamento. Quando quero usar um pouco de aquarela ou canetinha que mancha, colo a página na seguinte com fita adesiva dupla face (atualmente uso uma mini Pentel “Glue Tape”). Meus materiais favoritos para o diário de papel são: carimbo de data, lápis de cor, canetinha Mitsubishi Signo DX 0.38 e canetinhas Pigma Micron.

Você acabou de ler Fevereiro/2025 e quase tudo que fiz em Janeiro”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2025. “Fevereiro/2025 e quase tudo que fiz em Janeiro”, Publicado em karinakuschnir.com, url: https://wp.me/p42zgF-47g. Acesso em [dd/mm/aaaa].



4 Comentários

Julho/2022 – Com a paciência de um boi

“Há uma frase de Gustave Doré que sempre achei muito bonita: Eu tenho a paciência de um boi. Vejo nesta frase ao mesmo tempo algo bom, uma certa honestidade decidida; enfim, esta frase contém muitas coisas: é uma verdadeira frase de artista. (…) Eu tenho paciência, como é calmo, como é digno;” (Vincent Van Gogh)

Paciência é das virtudes que mais admiro. Como escreveu Van Gogh: como é calma, honesta e digna.

Desejo paciência nos dias em que o luto parecer interminável; paciência para a mãe do bebezinho aprendendo a mamar; paciência para a amiga fazendo quimio (tendo que lidar com a pneumonia do companheiro); paciência para a Ana Paula Lisboa continuar escrevendo; paciência para quem enfrenta enfermidades longas; paciência para todos os brasileiros para mais um dia, apesar de tudo.

Que a calma e a dignidade da paciência contagiem vocês, leitores queridos. Que o mês de julho venha renovar o nosso estoque. Baixem aqui o arquivo PDF para imprimir.

Que a segunda metade de 2022 seja generosa para nós. ♥

Vincent Van Gogh, 1883, vaca deitada

Sobre a citação na epígrafe: Trecho da página 123 do livro “Cartas a Théo”, de Vicent Van Gogh, edição L&PM Pocket, tradução de Pierre Ruprecht.

Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval, depois desenhada com canetinha Wacom e editada no Photoshop. Uma explicação detalhada sobre como tenho feito os calendários está no post de junho

Sobre a pintura: Imagem de pintura a óleo de Van Gogh de sua página na Wikiart (onde se pode ver mais 1930 desenhos e pinturas dele). Há lá também uma página sobre o artista Gustave Doré, citado por Van Gogh na epígrafe.

Você acabou de ler “Julho/2022 – Com a paciência de um boi“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Julho/2022 – Com a paciência de um boi“, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Y3 Acesso em [dd/mm/aaaa].


34 Comentários

Junho/2022 – Viver é preciso

“Uma única pessoa está ausente, mas o mundo inteiro parece vazio.” (Phillipe Ariès)

“E então… não mais. (…) o que chamamos de luto é como estar em um submarino, em silêncio sobre o leito do oceano, sentindo a carga da profundidade, ora perto, ora longe, açoitados por recordações. (…)

Você se senta para jantar, e a vida que você conhecia termina. Em uma batida do coração. Ou na ausência de uma. (….) Eu queria gritar. Eu queria que ele voltasse.” (Joan Didion)

No dia 9/4/2022, às 11:50h da manhã, faleceu meu companheiro de amor e de vida, Juva Batella. Ao contrário da Joan, que passou seus primeiros meses de luto tentando entender se havia algo que ela pudesse ter feito para evitar a morte do marido, sinto-me serena quanto à inevitabilidade do que ocorreu. Não havia nada que alguém, máquina ou medicamento pudesse ter feito. Ele precisava da cirurgia, ele marcou a data, e fomos avisados dos imensos riscos.

Minhas tempestades são outras: acordo com a certeza de que ele ainda está aqui, e já não está; lembro que preciso lhe contar o que está acontecendo, e já não posso. Tudo dói uma dor sem remédio, porque não há sorrisos e abraços dele à venda nas farmácias. Seus áudios no Whatsapp soam menos reais a cada dia. Havia tantos planos — nossa rede, nossa varanda –, e já não há.

É preciso reaprender a viver, ser, sentir, pensar, falar… É como se as bordas do mundo que eu conhecia tivessem desaparecido. Sinto-me no oceano de que fala Didion, mas em mar aberto, sem os contornos de um submarino ou de alguma terra à vista.

Ao mesmo tempo, não estou só. O Juva — como falarei no próximo post — foi a pessoa das pessoas. Deixou-me numa ilha cuidadosamente povoada por seres que o amavam, aquecendo o meu coração.

A cada um dos “navegantes e navegantas”, como ele escreveu, agradeço o imenso carinho, sem o qual eu não poderia estar aqui, tentando seguir. Na mensagem que mandou à família, amigos e alunos avisando da cirurgia, terminou por me deixar instruções sobre o que fazer:

“A Karina vai cuidar de vocês, este grupo de amigos do coração, mandando-lhes as novidades acerca do andamento do update [do coração].

Navegar é preciso. (Mas viver também é preciso.) Pensem em mim. ♥”

Cá estou, procurando as palavras e “cuidando de vocês”, escrevendo as “novidades” que eu não queria escrever, vivendo a vida — porque “é preciso” — e pensando nele, com todo amor do mundo, pra sempre.

E amanhã começa o mês de junho, que segue no arquivo PDF em alta resolução para baixar e imprimir.

Relendo os últimos posts, me surpreendi que minhas prioridades para 2022 continuam válidas, ainda que a vida tal como eu conhecia tenha desaparecido. Registrei: “preciso manter a saúde física, mental e artística em dia — e não esquecer disso depois do Carnaval”. O que eu não imaginava era o significado desse “carnaval”, uma época de inversões e liminaridades festivas que se assemelha tanto ao tempo da morte, como a antropologia nos ensina.

Ainda não estou “do outro lado” do meu luto. Mas 52 dias, 8 horas e dez minutos depois, estou aqui escrevendo, já tendo pintado uma aquarela, desenhado um padrão de corações, feito três sessões de terapia e duas de musculação. É um degrauzinho.

Bom junho para todos, com amor, saúde e paciência. ♥

Sobre a citação: Os trechos das epígrafes estão no livro “O ano do pensamento mágico”, de Joan Didion (Harper Collins, 2021, tradução de Marina Vargas).

Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval (cortei uma folha grande em pedaços A4). Molhei o papel e fiz manchas nos tons de lilás, pincelando com outras cores. Achei que ia seguir os processos anteriores, trabalhando no app Procreate, mas minha canetinha do Ipad quebrou (não carrega, não funciona :/ ). Lembrei da minha velha plaquinha de digitalização Wacom Intuos que graças às deusas funcionou direitinho associada ao Photoshop (mencionei essa compra de 2019 aqui). O processo foi o mesmo dos demais calendários desse ano: mantive duas camadas da aquarela sobrepostas, uma mais escura por cima de uma mais clara. Depois desenhei as linhas dos corações apagando a camada de cima com a canetinha eletrônica (modo lápis-borracha no Photoshop). Para a grade do calendário, adaptei as de 2021 como sempre. 

A estampa de corações foi baseada em um desenho que fiz para o Juva quando ele estava em Portugal. Minha inspiração foram as aulas da artista Neha Modi, que assisti no Skillshare em janeiro. Vocês podem ver o trabalho dela no Instagram @expressionsbyneha.

Você acabou de ler “Junho/2022 – Viver é preciso“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Junho/2022 — Viver é preciso“, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3UJ. Acesso em [dd/mm/aaaa].


4 Comentários

Abril/2022 – Seguindo

Pessoas queridas, aí vai o mês de abril, com o arquivo em PDF em alta resolução para imprimir.

Continuo lendo muito e planejando posts, mas a energia de produzir novas publicações ainda não está se encaixando na rotina. Os posts que vocês mais gostam levam um dia inteiro para ficar prontos, sem contar o tempo de elaboração das imagens. Sim, eu contei: são 6 horas em média para cada parte!

Minhas prioridades para esse ano, como escrevi em janeiro, são manter a saúde física, mental e artística em dia — e não esquecer disso depois do Carnaval! Março passou e sigo na musculação, na terapia e no meu caderninho (desenhando e pintando) todos os dias. Recomendo muito!

Desinstalei o aplicativo Instagram para ter mais tempo. Estava muito viciada em ver stories e reels. Esses algoritmos são malignos! Agora entro de vez em quando pelo navegador, o que é uma experiência tosca, porque eles nos querem viciados no app.

Como estou geneticamente programada para ter vícios, claro que já me viciei em outras coisas: ouvir audiobooks gratuitos no Spotify.

Espero que vocês curtam o calendário de abril e se planejem. Bom novo mês para nós! ♥

PS: O subtítulo é “seguindo” porque é o que temos pra hoje. Estou com duas pessoas amadas doentinhas, precisando de atendimento de saúde sério e acolhimento. Não é hora de metas. O plano é ficar bem. Por isso, mando um abraço fraterno aos alunos de graduação, pós-graduandos, pesquisadores e professores que me seguem — e a todos os amigos e leitores de outras áreas também — vamos superar essa fase!

Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval (cortei uma folha grande em pedaços A4). Molhei o papel e fiz manchas nos tons de verde, pincelando com outras cores. Escaneei e abri no app Procreate do Ipad, mantendo duas camadas da aquarela sobrepostas, uma mais escura por cima de uma mais clara. Depois desenhei as linhas e folhas apagando a camada de cima com a canetinha eletrônica (pincel Narinder Pencil). Para a grade do calendário, adaptei uma de 2021 com o Photoshop. 

Você acabou de ler “Abril/2022 – Seguindo!“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 

Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Abril/2022 – Seguindo!“, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Uz. Acesso em [dd/mm/aaaa].


5 Comentários

Março/2022 – Atrasadaaaa!

Pessoas queridas, aí vai o mês de março, com o arquivo em PDF em alta resolução para imprimir.

Nem vou me justificar muito para não atrasar esse post. Espero que ainda dê tempo de vocês curtirem o calendário e se planejarem. Bom março para nós! ♥

Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval (cortei uma folha grande em pedaços A4). Molhei o papel e fiz manchas nos tons de rosa, pincelando com outras cores. Escaneei e abri no app Procreate do Ipad, mantendo duas camadas da aquarela sobrepostas, uma mais escura por cima de uma mais clara. Depois desenhei as flores apagando a camada de cima com a canetinha eletrônica (pincel Narinder Pencil). Para a grade do calendário, adaptei uma de 2021 com o Photoshop. 

Você acabou de ler “Março/2022 – Atrasadaaaa!“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Março/2022 – Atrasadaaaa!“, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3TS. Acesso em [dd/mm/aaaa].


7 Comentários

Fevereiro/2022 – É permitido sonhar

“Conforme alteramos nossas referências, transformamos também nossas definições do possível e do impossível.” (Tamara Klink)

Há quanto tempo a gente não encara algo fácil?

Vamos relembrar, porque estamos enferrujados: “fácil” é o que se faz sem dificuldade ou esforço; algo claro, compreensível, cristalino!

Então? Repassemos nossa vida:

  • Habitar: custoso, complicado, apertado.
  • Comer: caro, dá trabalho e a louça nunca acaba.
  • Ter saúde: viva o SUS, mas a conta da farmácia tá maior que a do mercado.
  • Usar máscara: sufocante, apertado, indispensável.
  • Testar pra Covid: qual, onde, quanto, quando?
  • Namorar: Tinder? Socorro.
  • Transportar: demora, sufoca e estorque.
  • Estudar: quem ainda aguenta aulas online? Manda o link que eu ass… zzzzzz…
  • Escrever: aconselham desligar as notificações e digitar… Mas o quê? Pra quê? Por quê? Socorro 2!

Há tempos, o bom senso rareia na vida coletiva. Do lockdown de algumas semanas, aqui estamos, tendo que engolir que “não somos coveiros” e que os e-mails da Pfizer foram parar no spam.

Se você está lendo isso, você sobreviveu, bate aqui.

Vim trazer a esperança de fevereiro porque ninguém aguenta mais. Chegamos. Sequelados, vacinados, seguimos!

Meu maior sonho é aglomerar igual sardinha (no mar, né? não no BRT). Nem sou tanto de carnaval, mas passei a ser. Que mágica será maior do que pular num bloco de rua, cantando uma marchinha bem louca sobre um mundo sem vírus, desemprego e inflação?

Sinal de que estamos mesmo em 2022: é permitido sonhar! O Carnaval de 23 está logo ali.

Calendário de Fevereiro de 2022: Segue o mês de fevereiro no PDF em alta resolução para imprimir.

O desenho é inspirado na viagem da Tamara Klink. Ela partiu da Noruega no veleiro “Sardinha” e veio sozinha até o Recife. Agora está descendo a costa brasileira em direção a São Paulo. Vejam abaixo um pouquinho da história dela e onde acompanhá-la nas redes.

Esses peixinhos também são uma homenagem a um moço-peixe que amo muito, que tá sentindo falta da água mas que, já já, estará de volta nas piscinas do mundo. Conta comigo, sempre. Nadamos juntos há exatos 11 anos hoje. 🐟🐟

Coisas:

♥ A citação da Tamara Klink está numa entrevista que ela deu para o canal #Sal, no Youtube.

♥ Tem uma matéria resumindo a primeira parte da viagem dela aqui.

♥ Dá para acompanhar a viagem em tempo real pelo Instagram dela.

♥ E ainda tem livros!! Sim, Tamara Klink já escreveu dois livros (que estão na minha lista de desejos), publicados pela Editora Peirópolis.

♥ Fiquei sabendo de tudo isso pela Helê, do Duas Fridas, que tem também a Monix. Assinem a newsletter delas. É sempre uma delícia de ler.

♥ Aviso: a abertura da exposição do Antonio Kuschnir no MAC-Niterói foi adiada por causa de um problema no ar-condicionado do Museu. Já já aviso a nova data.

Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval (cortei uma folha grande em pedaços A4). Molhei o papel e fiz manchas nos tons de azul, pincelando com outras cores. Escaneei e abri no app Procreate do Ipad, mantendo duas camadas da aquarela sobrepostas, uma mais escura por cima de uma mais clara. Depois desenhei as sardinhas apagando a camada de cima com a canetinha eletrônica (pincel Narinder Pencil). Para a grade do calendário, adaptei uma de 2021 com o Photoshop. 

Você acabou de ler “Fevereiro/2022 – É permitido sonhar“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Fevereiro/2022 – É permitido sonhar”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3TS. Acesso em [dd/mm/aaaa].