Queridos, fico feliz de vir aqui no último dia do ano desejar um “Bom 2017” para todos! Não, não esqueci de escrever “Feliz 2017”. Desejo a vocês e a mim mesma:
Que 2017 seja um ano bom, com momentos felizes;
que tenhamos força para sobreviver aos dias difíceis;
que a calma prevaleça para enfrentar as situações estressantes;
que doses de energia nos ajudem a criar, cantar, tocar, desenhar, ler, escrever, suar;
que possamos sentar no chão e montar uma cabana com as crianças;
que as frutas, os legumes e as folhas coloram nossas geladeiras;
que o amor seja potente e suave;
que o sol brilhe, que a chuva refresque;
que a solidariedade e o afeto sejam maiores;
que tenhamos sabedoria para dar um passinho, que seja,
em direção a um Brasil menos injusto;
que todos vocês-que-estão-escrevendo-teses encontrem concentração e fôlego para continuar até o feliz dia de escrever os agradecimentos!
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7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-divertidas-hilárias-ou-dignas-de-nota das últimas semanas, com a colaboração da Alice e do Antônio:
* Abolimos os presentes de Natal na minha família, exceto para as crianças. Não fazemos nem mais amigo oculto. Esse ano, no entanto, agradecida por ter um emprego e um 13○, resolvi incentivar a leitura. Comprei livros de presente para todos (um por casal em alguns casos), aproveitando que tenho 40% de desconto nas editoras Companhia das Letras e Zahar. A listinha foi: A elefantinha que queria dormir (C. Ehrlin), Você conhece a Píppi Meialonga? (Astrid Lindgren), Segredo de família (Eric Heuvel), O livro das ignorãças (Manoel de Barros), O livro sobre nada (Manoel de Barros), A resistência (Julián Fuks), Mansfield Park (Jane Austen), Galveias (José Luís Peixoto), O frango ensopado da minha mãe (Nina Horta), Percatempos (Gregorio Duvivier), Alucinações musicais (Oliver Sacks), Trinta e poucos (Antonio Prata), Sejamos todos feministas (Chimamanda Ngozi Adichie), A utilidade do inútil (Nuccio Ordine), Escritos de Artistas (G. Ferreira e C. Cotrim, orgs.). Gastei cerca de 400,00 reais com tudo. (Em 2015 gastei um pouco menos comprando — também livros — no sebo Luzes da Cidade; mas só para as crianças e jovens.)
* Alice e Antônio me ajudaram a fazer os embrulhos, já que os livros vêm pelo entregador da editora, sem embalagem. Compramos envelopes de papel pardo, 50 cm de papel adesivo vermelho (tipo Contact) e um pacotinho de etiquetas brancas A4 para computador. Encomendei para o Antonio desenhos de leitores. Em meia hora ele me veio com essas (abaixo) quatro criaturinhas lindas!
Imprimimos nas folhas de etiquetas e colamos para enfeitar os envelopes. Alice coloriu alguns detalhes feitos pelo Antonio na hora. O Contact vermelho serviu de fita para fechar. Há muito tempo eu não me divertia tanto fazendo presentes de Natal.
* A prova de que não precisamos gastar muito para agradar: minhas prendadas sobrinhas nos brindaram com lembrancinhas feitas por elas (ganhei dois mini-caderninhos) e foram super criativas nos presentes para as crianças maiores: miçangas e fios comprados na Saara para brincar de fazer bijuterias.
* Meu último compromisso no IFCS foi 22/12. No mesmo dia comecei a ler o meu próprio presente de Natal: Mansfield Park, de Jane Austen (ed. Companhia das Letras/Peguin). Que delícia mergulhar num romance! Pena que já acabou… Agora estou curtindo o Prefácio e a Introdução que, sabiamente, deixei para ler por último, pois ambos estragariam o suspense da história.
* Nesses mesmos dias, Antônio pintou um quadro, terminou a biografia da Marina Abramovic e começou a do Matisse. Comemoro secretamente: uma pessoa nunca estará sozinha em meio à arte e aos livros.
* No dia 25 lemos o presente da Alice: Segredo de família (Eric Heuvel), uma publicação em quadrinhos apoiada pela Casa Anne Frank. É uma história difícil, do tempo da segunda guerra mundial, contada pelos olhos de uma menina holandesa. Agora vamos encomendar A fuga, outro volume da mesma série.
* Aflita por decidir seus presentes, minha mãe aceitou a sugestão do professor de violão da Alice. A missão era comprar um Songbook, desses com letras, cifras e acordes. Mas quem disse que as livrarias comuns vendem esse tipo de livro? Felizmente, pergunta daqui, pergunta dali, a intrépida avó descobriu uma ilha musical na nossa cidade: Livraria Bossa Nova & Companhia, em Copacabana. Saiu de lá com o Songbook Bossa Nova vol.2, que já está sendo devidamente estudado e tocado. Fico quietinha, me beliscando para aceitar que não estou num sonho: minha filha tocando, cantando e se maravilhando com Tom Jobim! É muita felicidade. Nesse exato momento, enquanto escrevo, ela ensaia Águas de Março para cantarmos hoje à noite.
Até semana que vem!
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Sobre o desenho: O emoji de sol é um dos meus preferidos do Whatsapp. Daí tive a ideia de fazer esse calendário só com sóis de variadas intensidades. Minha meta em 2017 é estar mais ao ar livre, andar e correr mais, levando as crianças para esse caminho. Cada solzinho foi feito com caneta Pigma Micron 0,05 e depois colorido com vários tons de amarelo, laranja e vermelho de lápis decor aquarelável Caran D’Ache.
Para imprimir: versão em pdf (ou clique na imagem no início do post em .jpg).
Alice suspirou, entediada. “Acho que vocês poderiam fazer alguma coisa melhor com o tempo” (…) “Se você conhece o Tempo tão bem quanto eu”, disse o Chapeleiro, “falaria dele com mais respeito.” “Não sei o que quer dizer”, disse Alice. “Claro que não!” desdenhou o Chapeleiro, jogando a cabeça pra trás. “Atrevo-me a dizer que você nunca chegou a falar com o Tempo! (…) Ele não suporta apanhar.” (Aventuras de Alice no País das Maravilhas**)
Toda segunda tenho a impressão de que falta muito para quarta, e toda sexta eu não entendo o que houve com o tempo de quinta! Assim transcorre a semana-do-blog na minha percepção, como um eterno looping de um post-em-fuga.
Como muitos de vocês que estão agora escrevendo projetos, TCCs, teses e dissertações, também preciso de foco, espaço mental e tempo para desenhar e escrever. Por que essas três condições são tão ariscas?
Sonhei essa noite que tomava um chá-de-tempo ou, como gostaria o Chapeleiro, um chá-com-o-Tempo. Imaginem que maravilha: um saquinho contendo horas, minutos e segundos na quantidade que desejássemos!
Porém, contudo, entretanto… como sempre acontece comigo, o sonho virou pesadelo. Ao me tornar senhora do meu tempo, me vi como a protagonista daquele filme Click, em que o chato do Adam Sendler encontra um controle remoto mágico. Ao pular todas as partes difíceis, ele chega ao final da vida sem viver.
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Tomo um chá com cafeína para espantar o sono. Vasculho a pilha de papéis da minha mesa para achar os formulários de matrícula da escola das crianças. Descobri que o prazo da Alice é hoje, mas preciso andar. O corpo vem primeiro, digo para os meus alunos (tentando me convencer). Volto, tomo banho, levo 45 minutos para preencher 12 páginas de informações; outros 45 minutos para ir e voltar da escola. A manhã acabou. Termino de almoçar, olho a inbox do Gmail com 92 mensagens para responder. Não, nenhuma dessas é spam, divulgação ou promoção. Penso nos amigos que não parabenizei, nos agradecimentos que não escrevi, mas hoje é sexta e o post já está dois dias atrasado.
“Dois dias de atraso!”, suspirou o Chapeleiro.
Sim, respondo mentalmente, dois dias é mais ou menos o meu atraso de fábrica. Atrasado mas feito: este é o post número 139. Quando tudo fica pronto e aperto “publicar”, me dá um vazio. É como muitos nos sentimos no pós-tese. No momento em que saímos da água, percebemos o quanto foi bom mergulhar.
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Até semana que vem, com um carinho especial para todos os meus colegas professores que ainda têm pilhas de provas e trabalhos para corrigir antes do Natal. Tamo junto!
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Sobre o desenho: Imagem feita no caderno da amiga Béliza Mendes, com quem participei de um grupo de troca de sketchbooks sobre diferentes temas. Neste, ela nos fez um “Convite para o chá”. Desenhei minha sapa de estimação (que já apareceu aqui) tomando chá na mesinha que herdei da minha vó. Utilizei canetinha de nanquim permanente 0.1 Unipin, aquarela e lápis-de-cor (especialmente no paninho listrado). Na edição da imagem para o post, apaguei a mensagem pessoal que havia no canto esquerdo. (Outros desenhos desse projeto estão aqui e aqui; mas estou devendo um post sobre.)
Sobre o livro: trecho inicial extraído da página 70 de “Alice: edição comentada”, de Lewis Carroll (ed. Zahar, tradução de Maria Luiza X. de A. Borges). Os “dois dias” de atraso estão na página 69.
Pessoal, aí vai o calendário de dezembro/2016, no último minuto! Podem clicar na imagem acima para o arquivo em .jpg ou cliquem no pdf.
Instrumentos musicais: a pedido da Alice, aniversariante amada do dia 9 deste mês! Perto do nome do mês fiz os instrumentos que ela foi ganhando e praticando desde pequenininha: xilofone, gaita, flauta, bongô e o amado violão. Para o restante me inspirei em livros sobre música que temos aqui em casa e algumas imagens da internet.
Sugestão para as crianças que gostam do calendário: desenhem nos dias das festas! Estou tão sem noção que me esqueci completamente do Natal e do Ano Novo… 8-/
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Sobre o desenho: Desenhei direto as linhas dos instrumentos com canetinha 0,05 Pigma Micron. Depois colori com lápis de cor Faber-Castell e, ao final, adicionei os símbolos de notações musicais, por sugestão do Antônio, com canetinha 0,2.
como no ano passado, o calendário de Outubro/2016 é em homenagem à campanha #outubrorosa de prevenção ao câncer de mama. Vamos apoiar as iniciativas de prevenção e nos unir às mulheres que estão lutando para sobreviver à doença. Aproveito para deixar meu abraço apertado às famílias que perderam mulheres queridas, como as irmãs Escóssia, criadoras da linda página Tempo para Viver.
Meninas, não deixem seus exames para depois, nem os de mama nem os de útero e de outras doenças sérias como o HPV.
Para imprimir o calendário, clique na imagem acima (em .jpg) ou baixe aqui o .pdf.
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Desculpem-me pelo atraso! Quando eu crescer, farei tudo com a devida antecedência… Enquanto esse dia não chega, vou fazendo quando dá. 😉
Sobre o desenho: Os desenhos desse mês são muito especiais para mim pois foram feitos a quatro mãos, com a ajuda do meu filho Antônio (artista criador da página Onimul no Facebook). Fiz as xícaras iniciais com lapiseira, inspirada em imagens do Pinterest. Depois o Antônio passou a canetinha Pigma Micron 0.05, decorando com os detalhes internos. Apagamos as marcas de grafite e dividimos o trabalho de colorir com 4 lápis de cor (dois tons de rosa, um tom de laranja e um tom de verde). Escaneei tudo no meu velhinho Photoshop 7.0 (de 2002!), ajustei o contraste e aí está. Espero que vocês e as crianças gostem!
Meninas, não esqueçam dos exames: quanto mais prevenção, mais chance de cura!
Jovens: ajudem suas mães, avós e bisavós na logística de marcar e chegar aos locais de exame. Muitas vezes a distância e a espera desanimam, mas prevenir é fundamental.
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Sobre o post da semana passada: Muito obrigada pelas milhares de visitas, pelas mensagens carinhosas e pelas sugestões de edições! Agradeço demais toda essa energia maravilhosa que vocês me enviam! ♥
Pessoal, um post útil pra variar! Reuni as 25 dicas de revisão que mais utilizo. Servem para resenha, livro, artigo, blog, dissertação ou tese de doutorado. São simples, mas funcionam, com a vantagem que você não precisa ser nenhum gênio do português para executar. O segredo é não pular nenhuma, por mais boba que seja. Estão divididas em três blocos, seguindo de trás para frente.
Revisando as Referências Bibliográficas – Como sempre começo a ler um texto acadêmico pela bibliografia, é a partir dela que inicio a revisão também. (Se o texto que você está revendo não tem bibliografia, pule para o item 11.)
1) Ordem alfabética – Verifico se os autores estão em ordem alfabética por sobrenome.
2) Ordem cronológica – Coloco as obras do mesmo autor em ordem de ano (do mais antigo ao mais recente).
3) Repetições – Se há várias obras do mesmo autor, substituo os sobrenomes e nomes repetidos por uma pequena linha (6 traços sublinhados).*
4) Conteúdos – Verifico se todas as referências contém data, título, cidade e editora.
5) Paginação – Volto ao início procurando itens com artigos e capítulos para ver se coloquei o intervalo de páginas específicas de cada um.
6) Links – Em caso de links, costumo substituir urls imensas por versões reduzidas por um encurtador (tipo Google Shortener).
7) Formato – Releio tudo mais uma vez verificando se todas as informações estão no formato pedido pelo local de publicação (e isso varia muito, tipo modelo Chicago, ABNT etc.).
8) Alinhamentos – Por último, seleciono tudo e padronizo os espaços entre linhas (1,0), os espaços entre parágrafos (12pt) e os recuos (primeira linha: 1,25).
9) Citações no texto – Vou ao início do arquivo e faço uma busca por parênteses, isto é, aperto Ctrl-L e digito ( . Isso me ajuda a localizar citações pelo ano. A cada referência encontrada, vejo se a obra está na lista bibliográfica. É útil trabalhar com duas janelas de arquivos lado a lado, uma com o texto, outra com a bibliografia. Dá bastante trabalho, mas compensa. Evito esquecer obras inteiras nas referências e corrijo errinhos de datas (por exemplo, obras citadas como 1996 no texto e como 1997 na bibliografia). Caso existam referências em notas de rodapé ou notas de fim de texto, verifico os autores citados lá também.
10) Referências não citadas – Se for um trabalho grande, verifico tudo ao inverso, isto é, se todas as obras listadas nas referências bibliográficas estão referidas no texto. É um pouco de exagero, eu sei. Mas imaginem que só durante a impressão da minha dissertação de mestrado é que descobri que não se podia colocar autores na bibliografia que não estivessem citados na tese! Foram horas de estresse editando a lista.
Revisando o Texto
11) Limpar excessos – Começo eliminando as palavras-daninhas, aquelas que mais uso sem necessidade, tipo: eu (como em “eu vi”, por exemplo), muito, mas, mesmo, que, também, bastante, meu, minha, sempre, ou seja etc. Tento jogar fora também generalizações sem fundamento, coloquialismos, jargões, chavões e clichês (alguns exemplos aqui).
12) Eliminar repetições – Nessa primeira limpeza, busco também cortar ou substituir palavras repetidas (ou similares) muito próximas. É um desafio escrever um texto sobre objetos, por exemplo, e não escrever “objetos” a cada duas linhas! Haja criatividade. A providência seguinte é reduzir o uso de vocábulos-muleta típicos do texto acadêmico como “questão”, “crucial”, “importante”, “relevante” “etc.” etc. 😉
13) Evitar adjetivos eadvérbios – Tento eliminar ao máximo o uso de adjetivos (ótimo, excelente, instigante) e advérbios (justamente, claramente, obviamente, desnecessariamente…). Deixo passar alguns quando escrevo resenhas ou comentários mais opinativos.
14) Reduzir frases longas – Outro dia sugeri aos meus alunos que revisassem seus textos com um critério bem simples: todas as frases com mais de 3 linhas deveriam ser redivididas. Foi ótimo! A chance de se enrolar com uma frase longa é bem maior do que com uma frase curta.
15) Rever citações longas – Evito ao máximo incluir extensas citações de autores nos meus textos. Sempre que consigo, traduzo suas ideias em paráfrases (ou seja, explicando o que eles querem dizer com as minhas palavras) ou utilizo citações curtas e conceitos essenciais. É uma preferência minha como leitora. Acho mais agradável ler um texto com um narrador só e não cheio de colagens.
16) Eliminar voz passiva – Frases com sujeito oculto ou indeterminado quase sempre são reflexo de um argumento ou situação de pesquisa mal esclarecidos. Nunca é demais perguntar quem faz o quê, onde, quando e como.
17) Melhorar a precisão – Reviso buscando trocar afirmações vagas, imprecisas e relativas (como “em geral”, pouco, grande, longo, menor etc.) por informações precisas e, sempre que possível, comparativas.
18) Indicar fontes, datas e locais – Sempre releio um texto avaliando se citei todas as fontes necessárias. Como leitora, gosto de dados específicos e de saber de onde vieram as informações, frases, imagens etc. Acho tudo mais interessante quando conheço o contexto, as condições de produção, tempo e lugar.
19) Sintetizar a argumentação – Um dos problemas mais comuns nos textos que reviso (e nos meus!) é a repetição de ideias. Já repararam? A gente se apega num argumento e fica repetindo, repetindo, de diferentes maneiras, nem sempre criativas. Pra mim, esse é um dos momentos mais difíceis da revisão: avaliar se realmente estou avançando ou apenas repisando uma ideia já apresentada ao leitor – essa pessoa enjoada e preguiçosa que nos abandona ao primeiro enfado!
20) Assumir as próprias falhas – Nem sempre dá para consertar tudo numa revisão. Aliás, nunca dá para consertar tudo numa revisão! Prefiro deixar claro as falhas que consegui identificar e suas justificativas. Mil vezes um autor consciente de seus problemas do que o arrogante-profeta-sabe-tudo.
21) Apontar caminhos – Uma das falhas de todo bom texto é que ele acaba! Por isso, dar um fechamento é tão difícil quanto começar. Criei uma formulazinha para mim mesma: procuro terminar apontando desdobramentos possíveis, numa espécie de promessa do que eu faria se pudesse pesquisar e escrever mais.
22) Rever a abertura – Depois de todo esse trabalho, ainda falta uma revisão essencial: a do primeiro parágrafo. Nada mais chato do que começar lendo: “esta tese é sobre um assunto que surgiu no tempo em que eu estudava no lugar tal da vila tal da região remota tal onde um dia nasceu a nossa senhora dos começos”. Um pouco de criatividade, uma epígrafe, uma pergunta, uma imagem… procuro achar algo para começar que não se pareça com um formulário carimbado em três vias.
Revisando Autoria, Título e Resumo
23) Dados biográficos – Erro no nosso próprio nome é uma das piores coisas que podem acontecer numa publicação! Mas acontecem; e com frequência, porque essas informações costumam ser redigitadas. Nas provas de um artigo que publiquei recentemente, meu nome inteiro estava trocado por outro! A mini-biografia veio correta mas eu me chamava Xan-Xin-Ling! Essa é a parte da revisão que requer maior atenção pois somos mais desatentos com o que é familiar.
24) Revisar o resumo – Taí a melhor coisa que você pode fazer para a vida de seus futuros leitores. Tem que revisar em português e em inglês. Mesmo sem dominar bem a língua estrangeira, já ajuda passar um revisor automático ou usar o tradutor do Google pra verificar errinhos de ortografia.
25) Título – Escolher um título é pra mim a pior parte de todas! Sempre deixo por último para tentar melhorar e para evitar de vir errado. Já vi acontecer até em grandes editoras.
PS1: Faltou dizer que costumo terminar padronizando fontes, espaçamentos e outros detalhes formais, mas achei que “25 dicas” soaria melhor do que 26. Espero que sejam úteis!
PS2: Nunca é demais lembrar: ao final da revisão, procuro enviar meu texto para um leitor(a) qualificado fazer críticas – e peço que sejam sem piedade! Quando chegam as correções e sugestões, descubro duas coisas: 1) tenho uma amizade verdadeira nesse mundo (só amigo pra fazer isso nos tempos de hoje); e 2) haja força para encarar mais uma – necessária – revisão! (E isso se provou verdadeiro aqui nesse post, conforme vocês podem ler abaixo.)
* Agradeço à Eva Scheliga por avisar que o correto, pela ABNT, é substituir o nome dos autores por 6 traços sublinhados. Agradeço ao Mário Magalhães por me ensinar que a expressão “de trás pra frente” está tecnicamente incorreta. Agradeço à Franciely Ribeiro por me alertar que “junto com” é pleonasmo! (Estava no início do item 12. Agora já está corrigido.)
PS3: Esqueci de escrever aqui (na versão inicial) que o post também é para comemorar duas marcas redondas do blog: 170 mil visitas e 100 mil visitantes \o/
PS4: Listinha de livros para quem gosta do tema da escrita e de ver como os escritores profissionais lidam com as próprias dificuldades:
– “Truques da Escrita”, de Howard S. Becker (ed. Zahar) – mais nesse post.
– “O espírito da prosa”, de Cristovão Tezza (ed. Record) – mais nesse post.
– “Sobre a escrita”, de Stephen King (ed.Suma)
– “Palavra por Palavra”, de Anne Lamott (ed. Sextante)
(Tentando citar apenas quatro para não exagerar nas referências… assim vocês não percebem que sou obcecada pelo tema.)
Sobre a imagem: Desenho de uma canetinha Derwent (e de seu estojo, que ficou pequeno) que ganhei no encontro dos Urban Sketchers em Manchester. Usei a própria caneta desenhada para fazer as linhas pretas. O papel é a folha de rosto cinza de um caderninho Fabriano que comprei no evento. A parte branca foi feita com lápis de cor e caneta posca. O desenho veio a calhar, pois já estava pronto quando resolvi escrever o post. Nada como uma canetinha preferida na hora de fazer uma revisão, pois sempre que posso trabalho com papel à mão.
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Você acabou de ler “25 dicas para revisar textos acadêmicos (de trás pra frente)“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂
Continuando a saga anti-inveja-viajante, narro para vocês minhas agruras na terra onde o verão dura alguns dias e é um pouco mais frio do que o inverno carioca. Dá gosto de ver as carinhas felizes das pessoas no parque, aproveitando umas nesguinhas de sol! Como em todo lugar, as almas se dividem entre as sonhadoras, otimistas, com vestidos leves e bermudas, e as realistas e previdentes, enroladas em mantas e lenços, pois a chuva e o vento hão de surgir. Eu estava em qual turma, adivinhem?
Começando pelo fim, porque foi tanta informação, que já não sei se me recordo do início:
* Cuidado quando comprarem passagem barata pela British Airways: vocês podem acabar correndo os 1000 metros rasos no aeroporto de Madri para entrar num avião da Iberia cheio de aeromoças raivosas porque os passageiros não falam espanhol. A comida e o pãozinho são atirados no seu colo, é pegar ou largar. E eu ainda morrendo de sede porque, depois de jogar a garrafinha de água fora para passar no Raio-X, me dei conta de que só tinha libras num mundo de euros. Probleminhas insignificantes quando o principal acontece: pouso seguro, malinha velha carcomida rolando na esteira, ufa.
* Aliás, foi uma aventura feita de ufas, porque meu eu-anti-viagens boicotou meu eu-planejativo. Imaginem que eu ia ficar 4 dias no bem-bom-0800 da casa de uma amiga querida, e na hora de entrar, o que acontece? A chave não funciona. Quem lembrou de testar a chave quando a amiga gentil lhe entregou? Foi pro brejo o meu post onde eu ia ensinar vocês a viajarem em libras com uma conta bancária em reais… Mas viva a internet: arranjei um quarto no Airbnb em menos de 30 minutos, pois era o máximo de tempo que eu podia gastar antes de voltar para a biblioteca. Pelo menos, pensava eu, minha amiga chegaria das suas mini-férias e me mandaria uma mensagem explicando o problema da fechadura. Oops, só que não: com ela, a chave funcionou perfeitamente! Como diria Alice-no-país-das-maravilhas, o coelho passou por aquela portinha, eu não!
* Feliz ou infeliz, a grande vantagem de não entender o que os taxistas estrangeiros-como-você falam é que basta murmurar “ok, ok”, “yes, yes”, Brazil, Rio, Olympics. Encerrada a conversa. Mas no único transporte possível às 3:30 da madrugada, o motorista falava pelos cotovelos, e acabei entendendo que ele tinha 12 filhos, 10 netos e não sei quantos bisnetos; detestava a internet e o Facebook, morou na Holanda muitos anos, mas gostava mesmo era da Inglaterra. Ok, seu moço, obrigada, me deixa quieta, são três e meia da manhã!
* O quarto alugado às pressas até que era legalzinho. Só um detalhe: no alto de uma ladeira! Gente, porque não pintam essas armadilhas de vermelho nos mapas? Nem num super street-Google a gente vê direito quando a rua sobe. E lá vou eu, morro acima, ter um “lovely view” de um bairro na zona 2… Então, aviso-útil para futuros usuários de Airbnb: desconfiem quando um anúncio diz que seu quarto terá uma vista linda. Se não for de frente para a praia… só pode ser porque é morro acima!
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É isso por hoje! Foi só o finzinho da viagem mas, se vocês estiverem se divertindo, prometo que continuo a série.
E para alguns que me escreveram preocupados, como dizem os ingleses, numa gramática duvidosa: “no worries!”. Ou, como disse melhor o Caetano, “é tudo só brincadeira e verdade”.
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Este é o segundo post da viagem que fiz a trabalho em jul-ago/2016:
Sobre o desenho: Aquarela feita num caderninho tipo japonês com papel comum, depois com alguns traços em lápis de cor. Foi uma tarde ensolarada (e cheia de vento) no Regent’s Park, com uma turminha simpática de mulheres que participaram do Simpósio dos Urban Sketchers em Manchester. Pintei sem linhas a lápis ou canetas, tentando sair um pouco do meu jeito habitual.
Queridos, antes que o mês acabe, aí vai o calendário em .jpg e em .pdf! Tubinhos de tinta para nos lembrar que a arte salva o espírito, sempre.
Sobre o desenho: Tubinhos de tinta inspirados em várias marcas que tenho aqui. Linhas desenhadas com canetinha Faber-Castell Pit XS (equivalente a 0,1) e canetinha Unipin 0,05. Cores feitas com lápis de cor aquarelável Caran D’Ache e canetinhas tipo pincél da Tombow (para os tons de cinza e azul bem claro).
Estou ficando uma pessoa insuportável que não come açúcar e acorda todos os dias às 6:00 da manhã, por motivo de idade e de colégio de filha. Quando o Antônio era pequeno, eu até levantava cedo, mas voltava pra cama correndo! (E a Alice me denunciava pra todo mundo, como já escrevi aqui.) Agora, às 7:15 já estou trabalhando e lendo sites tipo My Morning Routine, cheio de personagens horrivelmente certinhos. Escrevi para um amigo ontem: — Me ajuda, o máximo de rebeldia na minha vida está sendo acordar às 8:00 no sábado e entregar o calendário do blog atrasado!
Sem saber, a Andréa Cordeiro, que faz um trabalho lindo no grupo Bonequeiras sem Fronteiras, foi quem deu o empurrãozinho para essa vibe de produtividade. Ela me lembrou de um blog que eu costumava ler há uns anos atrás chamado Vida Organizada, escrito pela Thais Godinho. Os assuntos são ótimos para quem está precisando de ajuda para gerenciar as mil demandas da vida.
Uma ideia simpática que importei de lá foi começar o mês fazendo uma listinha das coisas em que realmente preciso focar e me dedicar nos próximos 30 dias. Tento não escrever mais do que oito itens, pra ser uma lista de prioridades e não mais uma inbox abarrotada.
Comprei umas fichinhas na papelaria (5 reais o cento!), colei uns adesivos e comecei. Para vocês terem uma ideia, em março, listei sete objetivos: 3 pessoais, 1 do blog e 3 de trabalho. Depois acrescentei mais 3 de trabalho e os 4 aniversariantes do mês para quem eu queria comprar presentinhos. Ou seja, 14 itens. Parece pouco? Mas experimentem fazer… O resultado foi: completei 7, comecei 3, e ainda não cheguei em 4! Ou seja, para abril, vou tentar focar mais.
Para que serve tudo isso? Pra mim, essa listinha tem sido a bússola que me coloca de volta no caminho toda vez que as demandas externas me puxam pro lado (e isso vai desde navegar a esmo na internet até aceitar mais um parecer acadêmico). Fica mais fácil dizer “não” e, por mais paradoxal que pareça, também fica mais fácil dizer “sim” pra surpresas e boas oportunidades.
Bom final de semana, bom mês de abril!
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6 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hilárias-ou-dignas-de-nota da semana:
* Sabe aquele dia em que você sai de casa certa de que vai enfrentar trânsito, filas e atendentes de má vontade? Pois na quarta-feira, tive uma manhã feliz: ruas livres, banco sem fila, funcionários públicos de bom humor e, para completar, gatinhos fofos sendo bem cuidados por uma idosa no jardim da prefeitura!
* Dica de Netflix da minha dentista e amiga Lúcia Deluiz: a série inglesa Bletchley Circle, toda protagonizada por mulheres que trabalharam como decifradoras de código na Segunda Guerra Mundial. São só três ou quatro capítulos por temporada. Vi a primeira e achei bem simpática.
* Da organização da biblioteca do Gilberto Velho, a qual estou me dedicando algumas horas por semana: achei uma pequena coleção da obra do antropólogo Thales de Azevedo, com todos os volumes dedicados e autografados, cada um mais bonitinho que o outro. (Link para uma bibliografia completa do autor.)
* Graças ao Mauro Ventura, descobri o Facebook do jornalista Tom Cardoso, com histórias de morrer de rir! (Link)
* Essa semana vi um filminho com a história do ponto de exclamação! Muita gente do mundo das letras desdenha desse sinal, mas eu amo e adorei a homenagem! (Link)
* Quinta-feira estive na banca de doutorado do Ricardo Barbieri, com colegas muito especiais. Foi um momento de aprendizado e cordialidade, daquelas ocasiões em que nos sentimos felizes por escolher a profissão. Para completar, ainda soube que o blog tinha ajudado o casal — sim, porque a Taynah foi fotógrafa oficial da pesquisa!– a atravessar a tese com um pouquinho menos de estresse. Viva vocês, leitores!
…
Sobre o desenho: Calendário de abril em .jpg e em .pdf. As imagens desse mês são inspiradas em estampas da marca de tecidos inglesa Liberty, que acho lindas! Desenhei primeiro com canetinha de nanquim 0.05 Pigma Micron. Depois colori com lápis CaranD’ache aquarelável e, em algumas cores, com pincel hidrocor Tombow, uma delícia de usar! Andei estudando para melhorar a qualidade da imagem no Photoshop. Me digam se está imprimindo melhor (isto é, com fundo mais branco e linhas mais nítidas por favor)!
Está acontecendo na internet (principalmente no Facebook, mas não só) uma campanha chamada #meuamigosecreto ou #meuamigooculto. É uma hashtag que reúne depoimentos, histórias, desabafos e denúncias de mulheres sobre o machismo do dia-a-dia, principalmente sobre aquele mais sutil, que não te leva para a delegacia, mas te fere constantemente, derrubando a sua autopercepção e a sua autonomia de pensamento, ação e desejo.
Tenho compartilhado, lido e curtido as postagens, pois minha vida mudou quando finalmente entendi a violência por detrás de alguém que se recusa a aceitar o meu “não”: não quero, não posso, não sinto; simplesmente, “minha resposta para você é não”. Acredito que essa e muitas outras lutas feministas são fundamentais para que minha filha e todas as mulheres não precisem aprender a dizer não da pior forma, na marra, sofrendo, sozinhas.
Minha visão do mundo mudou quando conheci o grupo de mães Amigas do Peito. Foram mulheres pioneiras que, em 1980, fundaram um espaço de trocas e apoio mútuo, onde recusavam o controle dos médicos sobre seus corpos e afetos. Tive a sorte de ser ativa no grupo por 11 anos, aprendendo, a cada reunião, que juntas somos mais fortes, mais solidárias e mais inteligentes também, por que não? Eram bem-vindas todas as pessoas, de todos os tipos, gêneros etc., desde que não viessem para mandar nem esfregar diplomas ou quaisquer outros símbolos de sua sapiência. Foi um enorme aprendizado, a cada reunião de apoio, lembrar de exercer a palavra de forma horizontal e dialógica, aceitando as narrativas, os silêncios, os sins e os nãos.
Pode parecer óbvio, mas não é: o direito das mulheres de falar, e principalmente de dizer “não”. Parabéns a todas que estão por trás dessas iniciativas (e não cito aqui os nomes porque não saberia ser precisa), e a todas que estão escrevendo, falando, conversando sobre isso.
Ah, e quase ia me esquecendo de recomendar a leitura do depoimento da Mariana Cavalcanti no blog sempre ótimo A vida pública da sociologia, do João Marcelo Maia!
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Sobre o desenho: Caixa é bom demais, né? Me sinto criança de novo! O que será que tem dentro? Presente, livro, chocolate, bilhete, caderno, notícia boa, notícia ruim? Foi pensando nisso que escolhi o tema do calendário de dezembro (pdf). Queria encantar as crianças que imprimem o calendário, como o Henrique, que todo mês anota os dias da mãe e do pai nos quadradinhos em branco. Fui visitá-lo outro dia e me emocionei vendo meus desenhos misturados com a letrinha dele, num plano carinhosamente pensado pela Dani, sua atenta e amorosa mãe. Queria também caprichar no mês que é o aniversário da Alice (10 anos dia 9!) e de uma amiga muito querida! Segue a imagem para o dia (abaixo, que pode ser impressa por esse pdf) para todos os aniversariantes desse mês.
O desenho foi feito com canetinha Pigma Micron 0.05 e colorido com lápis de cor. Me inspirei em caixinhas daqui de casa, inventei algumas, e pesquisei outras no acervo do Victoria & Albert Museum na internet. O tema das cores vermelho e rosa foi inspirado no desenho infantil Charlie & Lola, que amo!
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Agradecimentos: Não estou dando conta de responder aos comentários aqui no blog, mas queria dizer o quanto me emocionam e incentivam a continuar. Muito obrigada!
“O artista é um bicho assim: a dor dá cor ao seu jardim…” (Juva Batella, em Do gato Ulisses as sete histórias, p.38)
Pela coragem de atravessar a cidade, pela paciência de encarar a fila, pelos sorrisos, pelos abraços, pelas flores, pelos carinhos, pelos compartilhamentos, pelas mensagens dos que não puderam ir, e pelos quase 150 Ulisses que vocês levaram para passear… muito obrigada!
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Queria escrever sobre os livros que estou lendo, mas não terminei nenhum dos dois ainda… Também estou em crise de decidir o que quero desenhar, mas tanto os diários da Margaret Mee quanto as cartas do Van Gogh me levam em direção às plantas. Na falta de um jardim de verdade, fui para um imaginado (acima) e para um pequeno parque perto de casa (abaixo).
Sempre leio que o artista cria a partir das suas “referências de infância”. Tipo José Lins do Rego escrevendo sobre a vida no sítio do pai — história aliás lindamente transformada no livro “O menino que virou escritor” de Ana Maria Machado (ilustrada por Ciro Fernandes, ed. José Olympio).
Mas menina urbana tem lá referência?
Pensa daqui, pensa dali, chego à conclusão de que tenho umas memórias de coisa verde sim. As plantas da escola onde estudei até os 12 anos ocupavam a nossa falta-do-que-fazer nos anos 1970. Na hora do recreio, uma das minhas atividades preferidas era arrancar essa florzinha vermelha do pé, despetalar e sugar o miolo! É uma eca, eu sei… mas não tinha celular nem mp3 naquele tempo. E o ser humano gosta de fazer besteira.
Uma coisa divertida dessa busca pelo jardim perdido é usar o Google para descobrir o nome das plantas. Essa aí de cima é uma “Malvaviscus arboreus”, também chamada de hibisco-colibri pelos especialistas (porque não acredito em “nome popular” de planta).
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* 7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hilárias-ou-dignas-de-nota da semana:
* Uma amiga leu o post sobre os 3 Ps (paixão, paciência e prática) e me mandou de presente a linda ideia dos três Cs: Coragem, Coração e Consciência!
* Apesar da resistência, reli com a Alice “Os bichos que eu tive”, da Sylvia Orthof, e ela teve que admitir que achou muito engraçado.
* Um tio-cunhado leu o post sobre as críticas e me mandou de presente a história de quando ele entrou para a família. Depois de se hospedar na casa da minha tia-avó, ele ouviu-a ligar sorrateiramente para a futura sogra: — “Dida, tu sabes que ele tomou banho e deixou tudo impecável, como se o banheiro não tivesse sido usado!”
* A Cora Rónai fez uma foto incrível e escreveu um perfil muito simpático de um dos meus heróis no Rio de Janeiro: o Tony, que resgata, protege e doa animais abandonados, com a ajuda da Marluce, sua companheira.
* Participei a convite da Daniela Manica e da Marina Nucci de uma roda de conversa emocionante no IFCS com alunos e funcionários, sobre gênero, corpo e trabalho. Foi um momento marcante nesses quase dez anos de UFRJ, que me lembrou o amor por tudo que aprendi na escola das Amigas do Peito.
* Achei por acaso (e comprei por um preço ótimo!) o lindíssimo livro “Usos e circulação de plantas no Brasil”, organizado pela Lorelai Kury (ed. Andrea Jakobson).
* Três crianças disseram que leram de uma vez e adoraram o nosso “Do gato Ulisses as sete histórias”!
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* Sobre os desenhos: Desenhos feitos no caderninho Laloran com aquarelas Winsor & Newton e lápis de cor Carand’Ache aquarelável. No primeiro, o jardim foi de imaginação, exceto pelo passarinho inspirado numa imagem do livro-fofo The Summer Book, da Susan Branch, que ganhei de presente há seculos da Dri. A frase à direita é de uma das cartas de Van Gogh para seu irmão Theo. Para o segundo desenho, colhi algumas flores de verdade caídas no chão, já bem murchas, coitadas, pois não tive coragem de arrancar do pé onde um beija-florzinho tomava seu café-da-manhã.