Pessoas queridas, aí vai o mês de abril, com o arquivo em PDF em alta resolução para imprimir.
Continuo lendo muito e planejando posts, mas a energia de produzir novas publicações ainda não está se encaixando na rotina. Os posts que vocês mais gostam levam um dia inteiro para ficar prontos, sem contar o tempo de elaboração das imagens. Sim, eu contei: são 6 horas em média para cada parte!
Minhas prioridades para esse ano, como escrevi em janeiro, são manter a saúde física, mental e artística em dia — e não esquecer disso depois do Carnaval! Março passou e sigo na musculação, na terapia e no meu caderninho (desenhando e pintando) todos os dias. Recomendo muito!
Desinstalei o aplicativo Instagram para ter mais tempo. Estava muito viciada em ver stories e reels. Esses algoritmos são malignos! Agora entro de vez em quando pelo navegador, o que é uma experiência tosca, porque eles nos querem viciados no app.
Como estou geneticamente programada para ter vícios, claro que já me viciei em outras coisas: ouvir audiobooks gratuitos no Spotify.
Espero que vocês curtam o calendário de abril e se planejem. Bom novo mês para nós! ♥
PS: O subtítulo é “seguindo” porque é o que temos pra hoje. Estou com duas pessoas amadas doentinhas, precisando de atendimento de saúde sério e acolhimento. Não é hora de metas. O plano é ficar bem. Por isso, mando um abraço fraterno aos alunos de graduação, pós-graduandos, pesquisadores e professores que me seguem — e a todos os amigos e leitores de outras áreas também — vamos superar essa fase!
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Sobre o desenho: Aquarela feita em papel Canson Montval (cortei uma folha grande em pedaços A4). Molhei o papel e fiz manchas nos tons de verde, pincelando com outras cores. Escaneei e abri no app Procreate do Ipad, mantendo duas camadas da aquarela sobrepostas, uma mais escura por cima de uma mais clara. Depois desenhei as linhas e folhas apagando a camada de cima com a canetinha eletrônica (pincel Narinder Pencil). Para a grade do calendário, adaptei uma de 2021 com o Photoshop.
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Você acabou de ler “Abril/2022 – Seguindo!“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada!
Como citar: Kuschnir, Karina. 2022. “Abril/2022 – Seguindo!“, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Uz. Acesso em [dd/mm/aaaa].
“Aqui em casa pousou uma esperança.” (Clarice Lispector)
Já fiz 35 sessões de fisioterapia no ombro esse ano, o que significa ficar conectada em maquininhas com nomes de ficção científica: microondas, laser, ultrassom, corrente galvânica. Os fisioterapeutas apertam botões, colocam fios ou, no máximo, deslizam as ferramentas sobre o local afetado. Na sala de espera cheia, todos parecem conformados e até um pouquinho felizes, já que é o plano de saúde que paga.
Há duas semanas, me puseram pela primeira vez na “GAL”, apelido de corrente galvânica. Segundo me explicaram, faz um aquecimento tão profundo que “você não sente nada”. São vinte minutos da pessoa espremida numa cadeira pequena, com o ombro cheio de fita crepe, sentindo nada. Nada. Quando vem um pequeno choque, e você pensa “que bom, vou melhorar”, logo apertam um botão e tudo volta ao zero. Eu costumava ler, mas não dá nem para segurar um livro sem acotovelar a vizinha. As pessoas com dores são muitas.
Como diz o povo, “cabeça vazia, oficina do diabo”. Olhei pro lado. Logo à minha esquerda havia uma sala, mais reservada, onde os doentes estavam recebendo massagens. Massagens de verdade, com mãos humanas, óleos, cremes! Por que eu estava condenada àqueles fios? A inveja é horrível.
Essa semana, porém, o fisioterapeuta-chefe me disse: você vai para a “Cinesio”! Opa, Cinesioterapia? Será o paraíso-das-massagens?
No dia seguinte, chego às 7:45 da manhã, pronta pro sonho. Chamam meu nome e me indicam uma maca: “pode deitar”. Mal comecei e o fisioterapeuta me corrigiu: “é de barriga para cima”. Puxa… Pelo menos estou deitada. Já é um progresso depois de 33 dias em cadeiras duras. Ele manda eu levantar o braço até onde sinto dor, nas três direções. Depois aperta, puxa, sacode um pouquinho, solta. Repete. Manda eu mexer de novo. Repete. Fim. Duas macas à minha direita, uma senhora geme de prazer com os apertos nas costas; à esquerda, mais outra.
Já sem esperanças de massagem ou cura, puxo conversa com o fisioterapeuta que ama samba. Pergunto se na faculdade ensinam a lidar com as reclamações dos pacientes:
— Como vocês mantêm o espírito tão positivo em meio a tanta dor?
— A gente sabe que o mal-estar é passageiro; que a pessoa vai ficar bem.
— Quer dizer que você acredita que todo mundo vai melhorar?
— Sim. Quase sempre, sim. Mas a pessoa tem que acreditar também.
Como disse um amiga ontem: “tem uma esperança ali”. Ela falava sobre tudo que há de bom na universidade: ensino, relações positivas com os alunos, nossos amados livros, debates, aprendizados, trocas…
Talvez nesse ambiente possamos todos aprender com o fisioterapeuta simpático: bora acreditar, cuidar e curar. ♥
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Sobre a citação: A epígrafe de Clarice Lispector é do conto “Uma esperança“. Os diários da semana passada me lembraram das leituras de escola.
Infinitas coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-ou-dignas-de-esperança:
Não tenho colocado muitos links aqui no blog para não sobrecarregar vocês de informação, mas acho que esses valem a pena:
* Google Arts and Culture – Já conhecem? É uma página de arte e cultura que mostra conjuntos temáticos de imagens, textos e filmes, além de apresentar os Museus e Instituições culturais que permitem uma visita interna, tipo “Google street view” só que por dentro de um prédio de exposições. A pesquisa pode ser por palavra chave ou simplesmente por tipo de material (por exemplo, tecido), cor, suporte, técnica etc. Tudo isso sem anúncios! Essa página tem sido minha navegação preferida, ao invés das redes sociais. Há conteúdo em português também. Algumas sugestões para vocês:
Sobre aimagem que abre o post: Verdes de aquarela, todos partindo de um amarelo da Schmincke que ganhei de brinde (por isso não sei exatamente qual é o nome), misturado com todos os azuis da minha paleta. Feitos no verso de um bloco de papel Canson XL Mix Media (de espiral e capa azul marinho).
Desculpem a demora pelo post da semana. Graças à Net, fiquei com uma internet intermitente (perto de zero) por vários dias essa semana…
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Você acabou de ler “Tem uma esperança ali“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂
Olá! Continuando no clima férias-assuntos-de-desenho, trouxe para cá seis dos muitos experimentos que tenho feito com plantas. Fiz algumas tentativas de pintar por imaginação e por observação. Queria tentar avançar em ter um estilo próprio para, quem sabe, quando eu deixar de ser professora, conseguir viver de desenhar e escrever. Segue o mini-questionário no final do post! Obrigada desde já por votarem. ♥
2. Plantinha imaginária 2
3. Plantinha imaginária 3
4. Plantinha desenhada por observação, a lápis e aquarela
5. Plantinha desenhada por observação, com caneta nanquim e aquarela
6. Plantinha desenhada de memória; objetos desenhados por observação, ambos com nanquim e aquarela
Então, qual vocês preferem? Escolham uma das opções abaixo:
Atualização em 19/01/2018: contei os votos e o resultado está aqui. Obrigada a todos que participaram!
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♥ Bônus para as férias: dica de série divertida, mas com temas legais, para se distrair e dar risada, com ou sem crianças (acima de 12 anos): Drop Dead Diva! (tem no Now e na Netflix)
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Sobre os desenhos: As plantinhas foram pintadas em bloco Canson Mix Media A4 (capa azul escuro), sempre no verso da folha (que eu prefiro porque é mais liso). Os materiais restantes foram os de sempre: lápis HB (para os sem contorno), canetinhas Pigma Micron 0,1 e 0,05 (para os com contorno), aquarelas e pincéis diversos (mais detalhes sobre meus materiais aqui).
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Você acabou de ler “Verdes em busca de um estilo (para votar)“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂