Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


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Arrependimento terrível (um meta post)

rua vermelhaA pessoa que tem certos amigos deveria colocar um aviso no espelho do banheiro: “Não mande mensagens noticiando criação de blogs para pessoas brilhantes. Depois, não diga que não avisei.”

Como continuar escrevendo despreocupadamente?

“Bugou geral”, diria o Antônio. Bugou o meu cérebro. Pensei em mil posts e não consegui publicar nenhum. Quem mandou misturar crise de meia idade com delírios criativos? Então aí vai o disclaimer:

“Amigos escritores e ilustradores incríveis: por favor, parem de ler aqui. Desde já agradeço a atenção e as mensagens gentis. Podem ir fazer coisas mais importantes, please.”

Ok, agora já posso escrever e desenhar para o vácuo, que era exatamente o propósito inicial desse empreendimento. Para os que insistirem em ficar (sim, meus filhos e minha mãe ficaram!) , e para ter o que dizer na página que o WordPress me obriga a criar “Sobre este Blog”, aí vai:

“Este é um blog que só deveria ter textos informativos e bem-humorados. A autora promete não (d)escrever seus pensamentos erráticos, com os quais ela própria já tem bastante dificuldade de conviver. Os desenhos ela não sabe explicar, mas promete que virão sempre com um making of. A ‘santa padroeira’, como definiu um leitor, é a Lygia Bojunga. E tudo segue uma espécie de dogma-95-do-desenho ou, como diria a vovó Trude-Orthof, o dogma do ‘só erra quem faz’.”

O desenho acima foi feito num caderninho comum. A página da direita foi pintada de vermelho com tinta Ecoline (aquarela líquida pronta) e, depois de seca, desenhada com uma caneta preta tipo marcador permanente (aquelas de escrever em CDs). A paisagem é inspirada no centro antigo que vejo da minha janela no IFCS. Deixei a página da esquerda em branco para mostrar de propósito as partes mal acabadas, as manchas (desenho do meu gato na página anterior) e o caderno como suporte. Foi uma forma de me lembrar do que disse a minha amiga Roberta outro dia: para ensinar e aprender, precisamos ver o mundo com o que sabemos, mas deixando espaço para o que não sabemos.